para a Eba Brownie

Eu sou cliente de vocês.
E fiz uma coisa sem pedir.

Lá em casa virou quase um combinado: quando bate aquela vontade de doce que nada resolve, a gente vem pra Eba.

E o pedido é sempre o mesmo. A Piscininha de Torta Cookie, que chega fumegando, com duas colheres, e some rápido demais.

Foi numa dessas vindas que eu reparei em duas coisas aqui que não saíram mais da minha cabeça. Uma é bonita. A outra é séria.

A primeira

A Piscininha chega na mesa com duas colheres.

Não vi isso escrito em lugar nenhum — nem no cardápio, nem no Instagram. Mas é o motivo de quase ninguém pedir ela sozinho.

Vocês não vendem uma sobremesa. Vendem um motivo pra alguém trazer outra pessoa junto. E isso nunca foi dito em voz alta.

Duas colheres de prata lado a lado na tábua de madeira.
A segunda

O Google mede o movimento de vocês hora a hora.

E ele mostra uma coisa que, de dentro, é difícil de enxergar: de segunda a quinta a casa roda pela metade do fim de semana.

Cada barra é uma hora, das 9h às 20h. Quanto mais alta, mais gente no salão.

Quarta-feira de manhã: 20% de ocupação. Sábado às seis da tarde: 100%. O aluguel, a equipe e a vitrine são os mesmos nos dois horários.

E tem uma ironia no meio disso: o que vocês mais anunciam é “café da manhã servido o dia todo” — e o horário de café da manhã é o mais vazio da semana inteira.

O que eu fiz com isso

Construí um site pra Eba. Por conta.

Ninguém me pediu. Fiz porque a ideia não me largou — e porque queria ver de pé antes de falar com vocês.

Uma parte da primeira tela do site da Eba Brownie.
O resto eu prefiro mostrar pessoalmente São 20 minutos, no horário calmo de vocês.